Navegando na Tempestade: Como Exportadores Brasileiros podem transformar a Instabilidade Global em Oportunidade de Mercado
- NEXPAR Trading

- 22 de set. de 2025
- 4 min de leitura
O comércio internacional vive um período de intensa volatilidade, marcado por tensões geopolíticas e mudanças repentinas em normas e regulações. Para as empresas brasileiras, esse cenário exige uma mudança estratégica: sair da concentração em poucos mercados e avançar para uma diversificação agressiva e para a agregação de valor.
Com base em inteligência de mercado recente, este artigo destaca os principais desafios e as oportunidades práticas para exportadores brasileiros, posicionando nossa empresa como parceira essencial para navegar esse contexto global complexo.
O Choque Geopolítico: Reduzindo o Risco da Concentração de Mercados

A crise diplomática e as tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos em 2025 a determinados produtos brasileiros evidenciam a vulnerabilidade de depender fortemente de poucos destinos.
Os EUA aplicaram tarifas de 50% sobre segmentos-chave, por motivos não comerciais, impactando de imediato as exportações do Brasil. Em agosto de 2025, as vendas externas de açúcar caíram 82,3% em relação a agosto de 2024, e as de proteínas animais recuaram 43,3% no mesmo período.
Atualmente, cerca de 50% das exportações brasileiras se concentram em apenas cinco países (China, EUA, Argentina, Holanda e Espanha), sendo 12% somente para os EUA. A dependência de poucos mercados expõe o país a riscos políticos e econômicos.
Ao mesmo tempo, a União Europeia reduziu as compras do Brasil em 24,6% (agosto de 2025 versus agosto de 2024) e prepara para o fim de 2025 o Regulamento Europeu de Desmatamento (EUDR), que exigirá rastreabilidade rigorosa e pode elevar os custos de quem busca acesso premium.
Imperativo Estratégico: Diversificação e Agregação de Valor
A principal defesa contra a instabilidade é diversificar mercados e agregar valor para aumentar lucratividade e resiliência. O Brasil deve adotar estratégias avançadas, inspirando-se em países como a Austrália, que utiliza sistemas de rastreabilidade com blockchain e IA e parcerias público-privadas robustas para se manter competitivo na Ásia e na UE.
Novas Fronteiras: Oportunidades de Exportação de Alto Potencial

Mesmo em meio à turbulência, surgem lacunas de oferta e nichos globais onde o Brasil pode conquistar vantagem competitiva.
Ásia e Oceania:
China: Continua sendo destino prioritário, com US$ 1,32 bilhão em alimentos industrializados em agosto/25.
Subprodutos Suínos: Chance de ampliar vendas de miúdos, já que a China investiga antidumping contra a UE.
Gergelim: Mercado aberto em 2024 com protocolo sanitário; promoção com foco em tecnologia e rastreabilidade será decisiva.
Filipinas:
Carne bovina: Brasil é maior fornecedor, 42% de market share.
Carne suína: Liderança com 25,8% das importações; nichos em leitão inteiro (lechon) e pele suína.
Japão:
Ovos: Brasil é maior exportador, suprindo falta causada por influenza aviária local.
Abacate Hass: mercado aberto em 2024 após sete anos de negociação.
Tailândia: Queda prevista de 11,78% na produção local de café até 2025 abre espaço para o Brasil, além de demanda por material genético avícola.
Coreia do Sul: Cota de 6 mil toneladas de suco de laranja com tarifa reduzida de 10% até dezembro de 2025.
Malásia: Forte mercado para milho, farelo de soja, farinhas animais e DDG devido ao crescimento de aves e suínos.
Oriente Médio e África
Emirados Árabes Unidos: 3º maior comprador de carne bovina brasileira em 2024, com alta demanda por proteína Halal.
África do Sul: Oportunidade para milho branco, base da alimentação local.
Angola: Mercado aberto para queijo muçarela brasileiro, concorrendo com queijo Flamengo português, e também para maçãs, apesar de custos logísticos maiores.
Américas
México: Renovação do decreto PACIC zera tarifas de importação de produtos da cesta básica até dezembro de 2025, beneficiando frango, arroz e feijão brasileiros.
Canadá: 6º maior importador mundial de frutas, com tarifas zero e requisitos fitossanitários simplificados; demanda por carne bovina é alta.
Chile: Mercado aberto para abacate Hass brasileiro, suprindo a entressafra local.
Colômbia: Déficit projetado de 2,5 milhões de sacas de café em 2025 fortalece a posição do Brasil.
Estados Unidos (Pescados): Apesar da crise política, continuam recebendo 81% das exportações brasileiras de frutos do mar; oportunidades em filés frescos/congelados, lagostas e farinha de peixe.
Estratégia para Acesso e Resiliência
Para navegar esse mapa global, é preciso mais que capacidade produtiva: é necessário expertise.
Aproveitar Apoio Institucional e Parcerias
Programas como o Exporta Mais Brasil (ApexBrasil) conectam empresas a compradores internacionais, promovendo rodadas de negócios e preparação para exportação.
Participação em feiras estratégicas – como Made in Bangladesh Expo 2025 (São Paulo, junho), CPMA Convention no Canadá (abril) ou The Pulses Conclave na Índia (fevereiro) – é vital para relacionamento e fechamento de contratos.
Domínio de Regulamentação e Logística
Certificação e Personalização: Exigências como Halal, rotulagem em língua local e cortes específicos são essenciais para Oriente Médio e África.
Desafios Logísticos: Planejamento é crítico para perecíveis, como maçãs para Angola (25 a 35 dias por via marítima) ou laticínios (uso de transporte aéreo ou formatos congelados, como muçarela em bloco).
Sustentabilidade e Rastreabilidade: A adoção de blockchain e IA, à semelhança da Austrália, garante acesso a mercados premium e antecipa exigências como o EUDR.
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A instabilidade geopolítica e as mudanças nas prioridades do comércio internacional são desafiadoras, mas também um catalisador de oportunidades.
Ao diversificar mercados, investir em qualidade e rastreabilidade e focar em nichos de alto crescimento na Ásia, no Oriente Médio e nas Américas, as empresas brasileiras podem transformar vulnerabilidade em liderança global.
Não enfrente essa tempestade sozinho.
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